Progen Biotecnologia-PCR e DNA

Pesquisa por PCR 

Diagnóstico diferencial de Babesia caballi e Babesia equi

 

Material para exame

Sangue total colhido em EDTA

Material mantido refrigerado e enviado ao laboratório com gelo biológico.

DNA, PCR,Sexagem de Aves,Clamidiose,Babesiose,Erliquiose,Leptospirose -  Progen Biotecnologia - 2009

A Babesiose Equina, ou Piroplasmose Equina ou Nutaliose Equina,

é transmitida por 15 diferentes espécies de carrapatos e causada pelos protozoários Babesia equi e Babesia caballi que frequentemente aparecem associadas na mesma infecção no animal por utilizarem o mesmo vetor.

A B. caballi invade exclusivamente os eritrócitos; a B. equi inicialmente parasita leucócitos, mas após se desenvolverem penetram nos eritrócitos também. A doença ocasiona uma discreta anemia nos animais, tendo como principal prejuízo econômico a diminuição do desempenho em animais de esporte, sendo observado em portadores crônicos um nível de atuação inferior ao dos animais sadios.

Nas infecções por B. equi, o período de incubação dura de 12 a 19 dias, para E. caballi é de 10 a 30 dias. O curso da doença pode ser agudo, subagudo ou crônico, quando os animais permanecem portadores para E. caballi por 1 a 3 anos, e provavelmente por toda a vida para E. equi.

Os sintomas da fase aguda são: febre alta, inapetência, dispneia, edema, icterícia, fraqueza, anorexia, prostração, hepato e esplenomegalia. Bilirrubinúria e hemoglobinúria podem ocorrer na fase final da doença. Em áreas endêmicas quase não se observam esses sintomas, pois os filhotes recebem a imunidade passiva de suas mães e produzem seus próprios anticorpos conforme vão entrando em contato com a doença.

Nos casos subagudos, os mesmos sintomas descritos acima ocorrem de forma mais amena e intermitente.

Na fase crônica da doença ocorre a baixa na performance e inapetência esporádica. Há animais que permanecem assintomáticos, voltando ao quadro subagudo quando submetido às situações de stress no treinamento ou com o aparecimento de alguma outra doença debilitante.

Em regiões endêmicas ocorre transmissão por via parental, geralmente no último trimestre da gestação, podendo ocorrer abortos, natimortos ou filhotes que nascem fracos e morrem logo após o nascimento.

Cavalos com resultado positivo para Babesiose são impedidos de entrar em muitos países para competições, exposições ou venda. É muito importante a detecção da doença em seu estágio inicial, pois embora a B. caballi seja tratada de forma totalmente eficaz, até hoje não existe medicação capaz de eliminar as infecções crônicas causadas pela B. equi.

Babesiose equina
Bibliografia do site:
Revisão de textos:Drª Ana Silvia Dagnone - UnirpElaine Cristina Bettim - UnicampBÁSICA:- COELHO, H. E. Patologia Veterinária. Ed. Manole. 2002- ANDRADE DOS SANTOS, J. Patologia Especial dos Animais Domésticos. Interamericana. Ed. Guanabara. 1986.- JUBB, K.V.F.; KENNEDY, P.C.; PALMER, N. Pathology of Domestic Animals. Academic Press. 3 vols. 1993.- THOMSON, R.G. Patologia Veterinária Especial. Ed. Manole. 1995.
COMPLEMENTAR:- CHEVILLE, N.F. Introdução à Patologia Veterinária. Ed. Manole.- VASCONCELOS, A.C. Necrópsia e Remessa de Material para Laboratório em Medicina Veterinária. Associação Brasileira de Educação Agrícola Superior. Ministério da Educação, Brasil.
 
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