sistema mononuclear fagocítico (fígado, baço e linfonodos). Logo teremos a destruição periférica de leucócitos e trombócitos, levando a uma leucopenia e trombocitopenia. Os sinais não costumam chamar muito a atenção dos proprietários, pois logo após esta fase vem a fase subclínica da doença, que é assintomática e dura de 6 a 10 semanas, e se costuma achar que o animal se curou sozinho. Nesta fase as alterações hematológicas são leves, predominando as vezes apenas achados de trombocitopenia, não havendo sintomatologia evidente.

A fase crônica ocorre quando o animal não consegue eliminar a bactéria do organismo, tendo os sintomas da fase aguda porém mais acentuados, além de anemia, pequenas hemorragias, edema de membros e infecções secundárias, gerando comprometimento do sistema imunológico. Como a Ehrlichia canis  parasita as células de defesa do organismo, o animal debilitado fica vulnerável a algumas infecções bacterianas secundárias, o que costuma confundir o diagnóstico.

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Em Bovinos

A Ehrlichia bovis ou Anaplasma bovis como também pode ser conhecida, é um parasita intracelular dos glóbulos brancos do sangue, os leucócito. Causam nos animais infectados um quadro com febre alta, anemia, acentuada palidez nas mucosas, icterícias, desidratação, perda de apetite e de peso e infartamento dos linfonodos.

Elas parasitam as células granulocíticas do animal, tais como neutrófilos e eosinófilos. Costuma-se observar nos animais infectados febre intermitente (muitas vezes no início da manhã e no final do dia), letargia, anorexia parcial, edema pulmonar, petéquias, icterícia, ataxia, relutância para se movimentar e discreto edema nos membros sem dor, tudo isso associado ao quadro hematológico de anemia, trombocitopenia e pancitopenia, linfocitose granular e leucopenia leve.  Como o animal fica muito debilitado, aqueles não tratados podem adquirir infecções secundárias fatais.

A Erliquiose Monocítica Equina, causada pela Neorickettsia risticii, parasita de mononucleares, ocorre principalmente em áreas alagadiças, às margens de rios e lagos, nos meses mais quentes do ano, e é transmitida por caramujos existentes nessas regiões. Tem como o sinal clinico mais marcante uma diarreia aguda aquosa, além de febre, desidratação e anorexia, podendo evoluir de um quadro leve para a morte do animal.

 

Erliquiose

 

A Erliquiose é causada principalmente por bactérias do gênero Ehrlichia e Anaplasma, que parasitam as células brancas do sangue (leucócitos) e trombócitos. A transmissão entre animais se faz pela inoculação de sangue proveniente de um cão infectado para um cão sadio susceptível, pelo intermédio da picada do carrapato. Em cães normalmente esse carrapato é o Rhipicephalus sanguineus (o mesmo que pode transmitir a Babesiose, que em algumas situações ocorre concomitante com a Erliquiose).

As espécies de erliquias  causadoras da doença são Ehrlichia canis, E. ewingii, Anaplasma  platys, E. chaffeensis, E. bovis, Neorickettsia risticii, e Anaplasma phagocytophila (anteriormente chamada de E. phagocytophila e E. equi).

 

A anemia normocítica e normocrônica em felinos pode ter indicação para contaminação por Ehrlichia se esse sintoma vier acompanhado de emagrecimento, caquexia, abatimento, dores articulares, hiperestesia, anorexia, febre intermitente, sensibilidade à palpação lombar e desidratação. Trombocitopenia e leucopenia também são observadas.

 

Em Equinos

Os sintomas de Erliquiose em equinos muitas vezes passam despercebidos por veterinários, ou confundidos com quadros de infecções virais, levando a um tratamento inadequado e ineficiente. Temos dois tipos principais de manifestações de Erliquioses em equinos.

Na Anaplasmose Granulocítica Equina, causada pela Anaplasma phagocytophila, a transmissão se dá pelo mesmo carrapato vetor da doença para cães.

Em Caninos

Ocorre maior prevalência da espécie E. canis, porém algumas das demais também podem ser encontradas infectando os cães.

Em sua fase inicial, aguda, a doença causa depressão, febre, perda de apetite e peso.

Esses sinais clínicos aparecem de 1 a 3 semanas após ocorrer a infecção, e é onde existe uma maior concentração de microorganismos  no sangue. Após esse período de incubação o agente se multiplica nos órgãos do

Em Felinos

Há predomínio da espécie Neorickettsia risticii na infecção de felinos, porém alguns animais já foram encontrados portando a E. canis, ou ambas. Diagnósticos sorológicos não costumam ser confiáveis para essa diferenciação, pois ocorre reação cruzada entre as espécies do gênero.

Pesquisa por PCR

Pool para Ehrlichia (E. canis, E. ewingii, E. chaffeensis, E. bovis, Anaplasma platys e Anaplasma phagocytophila).

Pesquisa de Neorickettsia risticii isolada

 

Material pra exame

Sangue total colhido em EDTA

Material mantido refrigerado e enviado ao laboratório com gelo biológico.

Progen Biotecnologia-PCR e DNA
Revisão de textos: Drª Ana Silvia Dagnone - Unirp Elaine Cristina Bettim - Unicamp BÁSICA : - COELHO, H. E. Patologia Veterinária. Ed. Manole. 2002 - ANDRADE DOS SANTOS, J. Patologia Especial dos Animais Domésticos. Interamericana. Ed. Guanabara. 1986. - JUBB, K.V.F.; KENNEDY, P.C.; PALMER, N. Pathology of Domestic Animals. Academic Press. 3 vols. 1993. - THOMSON, R.G. Patologia Veterinária Especial. Ed. Manole. 1995. COMPLEMENTAR : - CHEVILLE, N.F. Introdução à Patologia Veterinária. Ed. Manole. - VASCONCELOS, A.C. Necrópsia e Remessa de Material para Laboratório em Medicina Veterinária. Associação Brasileira de Educação Agrícola Superior. Ministério da Educação, Brasil.
Bibliografia do site:
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