DNA, PCR,Sexagem de Aves,Clamidiose,Babesiose,Erliquiose,Leptospirose -  Progen Biotecnologia - 2009

O Exame de DNA

A Reação em Cadeia da Polimerase (em inglês Polymerase Chain Reaction - PCR) é uma técnica que foi desenvolvida em 1983 pelo Químico Kary Mullis, técnica  essa que lhe rendeu o Prêmio Nobel de Química dez anos mais tarde.

O PCR consiste em criar, de forma artificial, múltiplas cópias de sequências específicas do DNA, o material genético único e específico que cada organismo vivo possui.

Para se realizar uma reação de PCR é necessária a seguinte mistura (Mix):

·        Material ou amostra: o DNA é extraído das células, portanto amostras celulares do local onde mais provavelmente encontraremos o parasita devem ser encaminhadas ao laboratório. Certas bactérias são encontradas no sangue circulante, outras podem ser eliminadas na urina, cada investigação tem então sua amostra adequada.

·        Primers: normalmente em pares, são as sequências complementares de DNA que iniciarão e terminarão a sequência alvo a ser investigada.

·        Taq Polymerase: enzima extraída da bactéria Termus aquaticus, que promove a polimerização de novas fitas de DNA.

·        dNTPs: são os nucleotídeos livres, que contém as bases nitrogenadas A, C, T e G, um grupo fosfato e  um açucar, esses nucleotídeos  serão utilizados na confecção da nova fita de DNA.

  • Solução tampão, Magnésio e Água: meio com condições ideais de pH e salinidade onde a reação se desenvolverá.

Esse Mix é colocado em um aparelho chamado Termociclador, que realiza ciclos consecutivos possibilitando que a Taq polimerase sintetize milhões de cópias complementares da cadeia de DNA. Inicialmente no Termociclador, a temperatura das amostras é elevada para que as duplas fitas de DNA se separem. A seguir é abaixada  para que os primers possam se anelar às suas sequências complementares na fita de DNA. É então elevada novamente para que a enzima Taq Polymerase atue, sintetizando as novas cadeias de DNA. Esse processo todo dura poucos minutos e é repetido de 30 a 40 vezes, produzindo cópias de DNA de forma exponencial a cada novo ciclo. Após este processo o material amplificado passa por uma eletroforese em gel de agarose. À esse gel é adicionado um marcador que se liga ao DNA da amostra, que é visível em luz ultravioleta, possibilitando a visualização das bandas de DNA para conclusão da análise.

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